QUAIS SÃO OS TIPOS DE TRANSTORNOS DE ANSIEDADE?

 

       Já sabemos que conhecimento é um dos seus maiores aliados no tratamento da ansiedade. Agora, chegou a hora de saber um pouco mais sobre os tipos de ansiedade. Comprovado pela medicina, existem seis transtornos de ansiedade conhecidos, cada um com seu grupo particular de sintomas e tendo em sua origem uma coisa em comum: a sobrevivência.

       Apesar de suas diferentes nomenclaturas, não são transtornos isolados; são, simplesmente, nossa ansiedade humana se manifestado de maneiras diferentes, de acordo com estímulos e situações diversas. Não se assuste com as características de cada um ou se você não se identificar totalmente com um deles, suas manifestações podem acontecer separadamente ou, de uma vez só. É comum um indivíduo ter a maioria deles ou, até mesmo, todos ao mesmo tempo. 

       No entanto, cada tipo de transtorno tem suas próprias características e desafios, o que significa que as técnicas que serão utilizadas por um profissional para tratá-los serão totalmente adequadas ao transtorno. Os tratamentos feitos em psicoterapia personalizados são os mais eficazes, uma vez que são feitos sob medida, de acordo com o transtorno de ansiedade específico. 

       Os seis transtornos de ansiedade que conhecemos são:

1. Fobia específica: é o medo de um estímulo ou situação específica, podendo comumente ser: aviões, elevadores, água, animais peçonhentos, entre outros. Essa ansiedade é causada pelo medo que a coisa em si pode ser de fato perigosa ou causar algum dano, ou seja, o elevador pode cair, risco de afogamento, etc.

2. Transtorno de pânico: é o medo de suas próprias reações fisiológicas e psicológicas a um estímulo, ou como falamos popularmente, o medo de um ataque de pânico. Nesse tipo de ansiedade, respiração alterada ou batimentos cardíacos acelerados, vertigens, suores ou tremores normalmente correspondem ao paciente como sinais de colapso iminente, insanidade ou morte. A ansiedade social que acompanha essa série de sintomas é conhecida como agorafobia, que a acontecer com frequência pode acabar limitando de maneira grave a mobilidade.

3. Transtorno obsessivo‐compulsivo (TOC): é o medo no qual a pessoa tem pensamentos recorrentes que considera estressantes, como por exemplo, pensar que está sendo contaminada, perdendo o controle, cometendo um erro ou se comportando de maneira inadequada. Há uma necessidade urgente de realizar certas ações (compulsões) que farão essas imagem desaparecer, os mais comuns são: lavar--se, realizar rituais, fazer verificações constantes, entre outros.

4. Transtorno de ansiedade generalizada (TAG): esse medo é literalmente uma tendência em se preocupar continuamente com um monte de coisas. Os pensamentos se voltam para a imaginação de todas as possíveis consequências negativas e de maneiras de como impedi-las. O transtorno quase sempre é acompanhado por sintomas físicos dessa ansiedade como dores de cabeça, dificuldades para dormir ou, até mesmo insônia, tensões e dores musculares, problemas gastrointestinais, entre outros.

5. Transtorno de ansiedade social (TAS) ou Fobia social: é o medo de ser julgado pelos outros, especialmente em situações sociais. Essas situações incluem apresentações, festas, encontros, comer em locais públicos, usar banheiros públicos ou simplesmente encontrar novas pessoas. Os sintomas incluem tensão extrema ou “paralisia”, além da preocupação obsessiva com interações sociais e uma tendência ao isolamento e à solidão. O transtorno pode ser frequentemente acompanhado pelo uso de drogas e álcool.

6. Transtorno de estresse pós‐traumático (TEPT): esse transtorno envolve o medo excessivo causado por alguma experiência de trauma. Os mais comuns são o estupro, a violência física, acidentes graves e exposição a guerras (ou violência das grandes cidades como assaltos, sequestros, etc..). As pessoas que sofrem desse transtorno frequentemente re-experimentam seus traumas por meio de pesadelos ou flashbacks e evitam situações que tragam lembranças perturbadoras. Os sintomas de quem sofre de TEPT podem incluir irritabilidade, tensão e hipervigilância, além do abuso de álcool e o abuso de drogas, assim como o são os sentimentos de depressão e falta de esperança.

       Com isso, percebemos que a ansiedade pode se manifestar em diferentes ocasiões e por diversos motivos, afetando a qualidade de vida de quem possui o diagnóstico. Todas elas podem ser gatilhos para a depressão, desequilibrar sua saúde física, reduzir sua efetividade no mundo e prejudicar suas relações. O custo dos transtornos de ansiedade, sejam quais forem os termos, é considerável. Procurar o tratamento é a solução. Libertar -se de todos os sintomas e contar com um auxílio profissional são as melhores e mais compensadoras atitudes que você pode tomar para si mesmo.

Dr Antonio Viola

Dr Antonio Viola

Médico psiquiatra e psicanalista, graduado em Medicina pela Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina), residência médica em Psiquiatria no Hospital do Servidor estadual de São Paulo (IAMSPE) e formado em Psicanálise para Psicoterapeutas pelo Centro de Estudos Paulista.

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