Resistência

A resistência do paciente ao tratamento sempre estará ligada às suas caraterísticas terapêuticas. Isso porque, será necessário compreender suas expressões, comportamentos e análises.

É bem mais comum do que você pode imaginar, pacientes que frequentam as sessões e ficam totalmente calados ou afastados dos diálogos. Com isso, o terapeuta irá considerar que seu desinteresse parte de sua resistência e, dessa forma, tentará ativar a curiosidade ou interesse.

Não é aconselhável, para esses casos, adotar uma postura de desafio, pois ele poderá se sentir, ainda mais censurado. O melhor a se fazer é buscar ajudar o paciente a entender que ele precisa se abrir, para que possa haver melhora de seu quadro.

Muitas vezes irá ocorrer a resistência relacionada à transferência. Ou seja, o paciente não quer se abrir em relação às questões pessoais, pois julga que o seu terapeuta irá condenar sua prática.

Para evitar que ele seja negativado, o paciente prefere não expor sua opinião e, assim, cala-se. O terapeuta deve visualizar isso como uma questão muito objetiva de resistência e deve tocar em assuntos dos quais eles sinta que há essa necessidade.

Até porque, se ele não tiver abertura em todos os âmbitos, ficará muito difícil compreender o pensamento e, assim, instruí-lo para a melhora do quadro.

Observando os fatores da resistência

Sempre somos induzidos a se questionar: O paciente está resistente a quê?”.

Baseado nessa pergunta, é preciso compreender os pensamentos e o motivo pelo qual, essa resistência está ocorrendo. Normalmente, posturas defensivas mostram que estamos avançando na descoberta do problema.

Em alguns tratamentos, pode até ser notado que o terapeuta irá adiar o confronto com alguns assuntos, pois dirá que não é o momento ideal para iniciar o debate, sendo assim, solicitará que essa conversa fique para um momento futuro.

Por mais que pareça que o terapeuta está adiando o assunto, na verdade o que ele está fazendo é tornando o ego do paciente mais forte, pois já percebeu que ele não está pronto para ser confrontado sobre o tema.

Quando o paciente passa a se tornar resistente, não apenas a um ponto verbal, mas elevando esse nível a uma etapa superior, muito mais dolorosa e que coloque em risco a sua vida, o terapeuta precisará impor limites.

Nesses casos, vamos dar atenção especial ao comportamento destrutivo, limitando a ação do paciente para preservar sua vida. Isso, por vezes, é necessário com hospitalização.

É claro que cada caso precisará ser avaliado com o máximo de cuidado, até para que fique claro o grau de consciência do paciente em relação às questões, mas é preciso exaltar que a vida sempre será dada como prioridade máxima.

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Dr Antonio Viola

Dr Antonio Viola

Médico psiquiatra e psicanalista, graduado em Medicina pela Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina), residência médica em Psiquiatria no Hospital do Servidor estadual de São Paulo (IAMSPE) e formado em Psicanálise para Psicoterapeutas pelo Centro de Estudos Paulista.

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