Síndrome do pânico e álcool

Síndrome do pânico e álcool

A crise de pânico, conhecida também como ansiedade paroxística episódica é uma doença marcada pela ocorrência repetida de crises de medo intenso.

Essas crises de ansiedade ocorrem de forma inesperada, sem aviso prévio, e são marcadas por um medo paralisante de que coisas ruins possam ocorrer com a pessoa ou com outros que a rodeiem.

Além do medo e da ansiedade intensa, a crise de pânico é acompanhada de sinais físicos, como palpitações, sudorese intensa, ondas de calor, sensação de que o coração vai parar a qualquer momento, dores de barriga e de cabeça e até mesmo dificuldades para andar ou simplesmente permanecer de pé.

Esses são apenas alguns sintomas da síndrome do pânico, uma doença que afeta milhares de pessoas todos os dias e prejudica não apenas sua saúde, mas também sua qualidade de vida, e impede muitos de conviver de forma saudável com amigos e familiares.

Síndrome do pânico e álcool

Embora o uso do álcool não seja identificado como causador direto das crises de pânico, o consenso do corpo médico especializado no tratamento desta doença é de que os pacientes diagnosticados com síndrome do pânico não devem consumir bebidas alcoólicas.

Essa postura se deve principalmente aos efeitos que o álcool tem sobre o organismo do doente. Ao ingerir a bebida, o paciente pode prestar mais atenção a situações que desencadeiam as crises de pânico, sofrendo ainda com episódios mais intensos do que os apresentados sem a ingestão da bebida.

Além disso, o álcool pode em algumas pessoas funcionar como gatilho desencadeando crises de pânico.

Crises de pânico e alcoolismo

Um risco muito grave apontado por especialistas para que as pessoas portadoras de síndrome do pânico evitem o consumo de bebidas alcoólicas é o risco da evolução para um quadro de alcoolismo.

Isso ocorreria, pois algumas pessoas poderiam buscar ajuda no álcool para diminuir o desgaste emocional e os efeitos nocivos sobre sua saúde e relações pessoais e profissionais causados pelos episódios de pânico.

Ao consumir bebidas alcoólicas em excesso, frequentemente, o paciente pode, ter mais episódios de pânico quando não beber, já que o corpo reage à falta da substância no organismo, piorando a intensidade desses ataques.

Interação do álcool com medicamentos

Outro ponto negativo apontado para que o consumo de álcool seja evitado por pessoas com síndrome do pânico é o efeito da bebida sobre os medicamentos.

Alguns medicamentos, como os antidepressivos, podem ter seus efeitos reduzidos ou potencializados,  reações perigosas, e que possam levar a condutas de risco ou causar reações adversas quando combinados com o álcool, mesmo que em pequenas quantidades.

Por esses fatores é importante que o paciente diagnosticado com síndrome do pânico evite consumir quaisquer bebidas alcoólicas, sobretudo em excesso. O álcool pode prejudicar o funcionamento do organismo e atrapalhar o tratamento da doença, até mesmo agravando seus sintomas.

Dr Antonio Viola

Dr Antonio Viola

Médico psiquiatra e psicanalista, graduado em Medicina pela Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina), residência médica em Psiquiatria no Hospital do Servidor estadual de São Paulo (IAMSPE) e formado em Psicanálise para Psicoterapeutas pelo Centro de Estudos Paulista.

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